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O cuidado psicológico e a influência no tratamento ao câncer

Receber um diagnóstico de câncer evoca mentalmente todo o processo da doença e o “estado de choque” é vivenciado pelo paciente e pela sua família podendo resultar em uma intensa angústia, sofrimento e ansiedade, ciclo que se repete a cada passo do tratamento afetando habilidades funcionais, vocacionais e angústia em relação ao futuro. Fantasias e preocupações em relação à morte, e dor encontram-se presentes.


Propiciar conversas boas, diminui a angustia e o acolhimento pela família/amigos traz amparo emocional. Vale lembrar que estes cuidados devem ser cultivados todos os dias, porém ressalto sobre as festividades aonde a fraternidade é suscitada, rancores e magoas também. A psicoterapia tanto com o cuidador quanto com o paciente é um convite a lembra-los que devem pensar no próprio bem-estar, o que estende as atitudes de ressignificação e como alguns sentimentos interferem no fisiológico. Compreender a “alquimia” do corpo e como podemos auxilia-las muda a própria relação, como de fato o comportamento positivo estimula o quarteto da felicidade: dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina que diminuem o cortisol fruto do estresse, que desperta inflamação, insônia e mal humor. Desta forma a psicologia positiva incentiva avaliar as atitudes e fatos ressaltando o aprendizado e o desenvolvimento da inteligência emocional para lidar com as adversidades, auxiliando no autocuidado, propiciando maior aderência ao tratamento.

O contexto terapêutico, permite validar sentimentos reais diante do enfrentamento aos prognósticos. Por vezes, as pessoas se sentem culpadas por terem pensamentos de esgotamento, murmuração e até mesmo de morte. Compreender as mazelas, auxilia na diminuição de atitudes negacionistas e pode até mesmo melhorar o diálogo, quando exposto os medos e receios com a equipe e familiares envolvidos nos cuidados.

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